sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Meu maior presente!

Uma inquietação inconstante por vezes rebentava no coração dela. Poucos a compreendiam e ela também já tinha desistido de se fazer entender. E foi num dia desses, em que a gente parece que vai explodir de angústia e todas as nossas convicções começam a se tornar despropósitos de uma alma ingênua, que ela o encontrou. E naquele momento, inexplicavelmente, o peso outrora tão fatigante tornou-se suportável.

Naquele momento, ela teve a certeza de que havia encontrado um ser especial, leve como poucos, e dali por diante uma transformação começaria dentro dela, muito naturalmente, até que todas as pedras fossem retiradas e restasse apenas uma alma transparente, disposta e verdadeiramente preparada para finalmente viver a sua convicção mais clichê, com sinceridade, pureza, intensidade, gentileza e resposta.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Estamos com fome de amor

Recebi o texto abaixo, atribuído a Arnaldo Jabor, por e-mail. Não sei a quanto tempo está circulando na net e se o autor é mesmo Arnaldo Jabor. Também não sei quantos de vocês já leram. Só sei que gostei. Gostei muito e estou compartilhando... Espero que gostem também. Boa leitura!

O que temos visto por aí???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas??? Chegam sozinhas e saem sozinhas...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Confesso que...

...estou super triste por não te conseguido ir ao orkontro das noivinhas da comunidade Noivas de Aracaju hoje mesmo tendo me programado toda pra ir. E por isso, confesso que odeio imprevistos. Confesso que mesmo faltando quase 1 ano para o casamento eu venho passando várias noites em claro, mas nunca a insônia me pareceu tão maravilhosa.

Confesso que nunca pensei muito em realizar uma grande festa de casamento e só topei fazer isso por causa do meu noivo. Sim, ele sempre fez mais questão de festa que eu. Aliás... ele fazia mais questão, pois agora confesso que tenho vontade de comprar todas as coisinhas diferentes e fofinhas que encontro pela frente pra tornar o grande dia ainda mais especial e inesquecível e amo saber que ele fica feliz com todas as novidades que invento de fazer.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Amor Infinito

Ainda me surpreendo com essa capacidade que a vida tem de girar com o mundo. Da força que o tempo tem sobre as nossas dores e aflições. De como somos capazes de nos superar, de continuar em frente mesmo que tropeçando em algumas pedras e nos ferindo em algumas ‘roseiras’ que aparecem em nosso caminho. Quando nós não desistimos da vida, ela não desiste de nós.

Sempre tive uma tendência a dramatizar certas situações da vida. Sou passional e nunca escondi isso de ninguém. Nem sempre fui assertiva, fiz algumas (ok, muitas!) escolhas erradas, mas nunca desisti de tentar acertar. E há 8 meses e 8 dias Deus me presenteou por essa persistência e, finalmente, aos 28 anos, eu posso dizer que acertei.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Deu no Blog de Cláudio Nunes

O trânsito deles e o nosso mata! E mata muito!
Uma das maiores empresas de marketing do mundo, resolveu passar uma mensagem para todos, através de um vídeo criado pela TAC (Transport Accident Commission) e que teve um efeito drástico na Inglaterra. Depois desta mensagem, 40% da população da Inglaterra deixaram de usar drogas e se alcoolizar pelo menos nas datas comemorativas, não temos este tipo de iniciativa aqui no Brasil. É para que todos assistam, mesmo que não se alcoolizem ou usem algum tipo de drogas, e que reflitam e passem para os seus contatos. Assista o video...

sábado, 26 de março de 2011

Promoção UM SONHO DE CASAMENTO


Quer ganhar uma festa de casamento com tudo pago? O programa Noivos e Formandos traz para você a promoção Um sonho de casamento. programanoivoseformandos@hotmail.com e receba o Regulamento e a Ficha de Inscrição.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Assim é ela...

Nada nela é diminuto, sutil ou medíocre. É grande, extravagante, exagerado. Palavras não lhe são suficientes, costuma complementá-las com gestos longos e contínuos, cadenciados de acordo com o ritmo e o tom de voz que a conversa impõe. O sorriso, o espirro, a tosse, o pigarro, nada nela é contido. Tudo soa como se saísse expulso aos pontapés.

Quando sofre, entrega-se. Recolhe-se em um canto minúsculo criado por ela mesma ainda na infância, um lugar onde os movimentos ficam restritos, o pensamento acelera e todas as lágrimas são absorvidas para logo depois se tornarem minúsculas partículas de nuvens. Nuvens que a protegem de outros males que venham a lhe atraiçoar e logo em seguida se precipitam em novos sonhos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Palavras silenciosas


Quando não há o que dizer
O silêncio é sensatez
Palavras desprovidas de sentimento,
Verdade ou qualquer tipo de relevância
Palavras desnudas de emoção
E ditas sem o menor tesão
Não são outra coisa, senão palavras
Desconexas, incoerentes, impunes
Palavras e nada mais.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Srª Saudade

A saudade é a senhora dos corações distantes. Apodera-se da mente, do corpo e da alma de tal forma que manter-se atento aos afazeres se torna tarefa difícil, mecânica, sem risos nem prazeres. A mente embriaga-se em sonhos enquanto a vida segue diante dos olhos abertos, mas desatentos. A lógica não faz outra coisa senão subtrair os minutos que teimam em permanecer vagarosos, quase inertes, assustados com o fim iminente.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Porque o mundo dá voltas...


Eu tinha deixado de acreditar em contos de fadas, príncipes encantados e todas essas coisas que os mais velhos teimam em colocar na nossa cabeça quando ainda somos uns toquinhos de gente. Confesso que demorei muito pra aprender que nem sempre a vida é tão colorida quanto parece, que os bichinhos nem sempre são tão amáveis, que feitiços não resolvem a vida da gente e que príncipes encantados não chegam pra nos salvar de dragões, bruxas más ou torres gigantescas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Esse é pra vocês!

Pra quem ousar machucar qualquer amiga-irmã. Vai o recado:

(via http://beijodearlequim.blogspot.com/)

Não mexa com as minhas negas. Sério. Não é ameaça, é um alerta. Eu não vou fazer nada porque, no fim das contas, nem tenho tanto saco pra ser inimiga. Sou uma amiga muito mais dedicada. O máximo que posso fazer por ódio é gritar, espernear, te expor ao ridículo e talvez até queimar você com um cigarro (caso eu volte a fumar e circular sem qualquer bom senso, como outrora). Mas, fora isso, sou inofensiva. Perigosas são elas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Só pra deixar bem claro...

Dispenso julgamentos e conselhos que não tenham sido solicitados por mim. Também não faço a menor questão de saber qualquer tipo de opinião emitida a meu respeito de forma leviana ou rasteira. É isso mesmo, estou falando assim de maneira direta, pois ando sem agüentar as pessoas me apontando qual o comportamento correto, a palavra correta, a roupa correta, o peso correto, a alimentação correta, os amigos corretos, os amores corretos... Chega! Pra que tanta correção, meu Deus? Se é de imperfeição que é feita a vida. Assim também sou eu, imperfeita... imperfeita, mas feliz. Posso?

E o que mais me espanta é a incapacidade que essas tais pessoas que apontam as falhas dos outros tem de olhar para os próprios erros. Quanta hipocrisia! Lógico, olhar para dentro de si é um exercício contínuo, requer paciência, perseverança e muita boa vontade. Muito mais fácil olhar superficialmente para quem está do lado, né?


Até entendo quando isso parte de pessoas queridas, que querem apenas o meu bem. Delas eu escuto com atenção e com o coração, porque convivem comigo e muitas vezes chegam a me conhecer de uma maneira assustadoramente carinhosa. Mas não se enganem. Nem sempre vou absorver tudo o que for dito. Porque elas podem me conhecer de uma maneira assustadoramente carinhosa, mas eu me conheço muito mais. E afinal... a vida é minha! Só eu sei dos meus conflitos internos, dos meus anseios, das minhas nóias.

Não sou mais criança, sempre tive juízo, não é agora que vou deixar de ter. Deixem-me viver a vida da maneira que eu achar que devo viver e que me faz feliz. Diacho de tanta gente pra dar conta de uma só! Portanto, fofoqueiros/hipócritas de plantão, deleitem-se! Eu não admiro gente como vocês e não tenho qualquer motivo para querê-los por perto. Vou continuar fazendo as coisas da maneira como quero e como gosto de fazer, respeitando a minha consciência e só. Esta sou eu. Escancaradamente eu.
“A alegria do pecado às vezes toma conta de mim e é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina e me aproxima do céu
E eu gosto de estar na terra cada vez mais
Minha boca se abre e espera o direito ainda que profano do mundo ser sempre mais humano.

Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito na certa encontrou um jeito insosso pra não ser de carne e osso”

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ainda sobre o desapego...

A Cidade dos poços


Aquela cidade não era habitada por pessoas, como todas as outras cidades do planeta. Aquela cidade era habitada por poços. Poços vivos… mas afinal poços. Os poços distinguiam-se entre si não somente pelo lugar onde estavam escavados, mas também pelo parapeito (a abertura que os ligava ao exterior).

Havia poços ricos e ostensivos com parapeitos de mármore e metais preciosos; poços humildes de tijolo e madeira, e outros mais pobres, simples buracos rasos que se abriam na terra. A comunicação entre os habitantes da cidade fazia-se de parapeito em parapeito, e as notícias corriam rapidamente de ponta a ponta do povoado.

Um dia, chegou à cidade uma «moda» que certamente tinha nascido nalgum pequeno povoado humano. A nova ideia assinalava que qualquer ser vivo que se prezasse deveria cuidar muito mais do interior do que do exterior. O importante não era o superficial, mas o conteúdo. Foi assim que os poços começaram a encher-se de coisas.

Alguns se enchiam de jóias, moedas de ouro e pedras preciosas. Outros, mais práticos, encheram-se de eletrodomésticos e aparelhos mecânicos. Outros ainda optaram pela arte, e foram-se enchendo de pinturas, pianos de cauda e sofisticadas esculturas pós-modernas. Finalmente, os intelectuais encheram-se de livros, de manifestos ideológicos e de revistas especializadas.

O tempo passou. A maioria dos poços encheu-se a tal ponto que já não podia conter mais nada. Os poços não eram todos iguais, por isso, embora alguns se tenham conformado, outros pensaram no que teriam de fazer para continuar a meter coisas no seu interior…

Um deles foi o primeiro. Em vez de apertar o conteúdo, lembrou-se de aumentar a sua capacidade alargando-se. Não passou muito tempo até que a ideia começasse a ser imitada. Todos os poços utilizavam grande parte das suas energias a alargar-se para criarem mais espaço no seu interior.


Um poço, pequeno e afastado do centro da cidade, começou a ver os seus colegas que se alargavam desmedidamente. Ele pensou que se continuassem a alargar-se daquela maneira, dentro em pouco se confundiriam os parapeitos dos vários poços e cada um perderia a sua identidade…

Talvez a partir dessa ideia, ocorreu-lhe que outra maneira de aumentar a sua capacidade seria crescer, mas não em largura, antes em profundidade. Fazer-se mais fundo em vez de mais largo. Depressa se deu conta de que tudo o que tinha dentro dele lhe impedia a tarefa de aprofundar. Se quisesse ser mais profundo, seria necessário esvaziar-se de todo o conteúdo…

A princípio teve medo do vazio. Mas, quando viu que não havia outra possibilidade, depressa meteu mãos à obra. Vazio de posses, o poço começou a tornar-se profundo, enquanto os outros se apoderavam das coisas das quais ele se tinha despojado… Um dia, algo surpreendeu o poço que crescia para dentro. Dentro, muito no interior e muito no fundo… encontrou água! Nunca antes nenhum outro poço tinha encontrado água.

O poço venceu a sua surpresa e começou a brincar com a água do fundo, umedecendo as suas paredes, salpicando o seu parapeito e, por último, atirando a água para fora. A cidade nunca tinha sido regada a não ser pela chuva, que na verdade era bastante escassa. Por isso, a terra que estava à volta do poço, revitalizada pela água, começou a despertar.


As sementes das suas entranhas brotaram em forma de erva, de trevos, de flores e de hastezinhas delicadas que depois se transformaram em árvores… A vida explodiu em cores à volta do poço afastado, ao qual começaram a chamar «o Vergel». Todos lhe perguntavam como tinha conseguido aquele milagre.

— Não é nenhum milagre — respondeu o Vergel. — Deve procurar-se no interior, até ao fundo.

Muitos quiseram seguir o exemplo do Vergel, mas aborreceram-se da ideia quando se deram conta de que para serem mais profundos, se tinham de esvaziar. Continuaram a encher-se cada vez mais de coisas…

No outro extremo da cidade, outro poço decidiu correr também o risco de se esvaziar… E também começou a escavar… E também chegou à água… E também salpicou até ao exterior criando um segundo oásis verde no povoado…

— Que vais fazer quando a água acabar? — perguntavam-lhe.
— Não sei o que se passará — respondia ele. — Mas, por agora, quanto mais água tiro, mais água há.

Passaram-se uns meses antes da grande descoberta. Um dia, quase por acaso, os dois poços deram-se conta de que a água que tinham encontrado no fundo de si próprios era a mesma… Que o mesmo rio subterrâneo que passava por um inundava a profundidade do outro. Deram-se conta de que se abria para eles uma vida nova.

Não somente podiam comunicar um com o outro de parapeito em parapeito, superficialmente, como todos os outros, mas a busca também os tinha feito descobrir um novo e secreto ponto de contacto. Tinham descoberto a comunicação profunda que somente conseguem aqueles que têm a coragem de se esvaziar de conteúdos e procurar no fundo do seu ser o que têm para dar…

Anônimo (a)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Porque somos indefiníveis...

Noto que muitas pessoas, assim como eu, tem procurado compreender um pouco melhor a arte do desapego.  Não só compreender, mas praticá-la. Inquieta, tentei traduzir em palavras tudo o que eu gostaria que alguém um dia tivesse comentado sobre o assunto, tão abstrato que ele parece ser. Testei várias possibilidades e entre tantas que pensei, deparei-me com uma que não foi escrita por mim, mas que, sem dúvida, define exatamente uma das maravilhosas facetas desse desapego que tanto me tem instigado. Afinal, o desapego nada mais é do que algo que deve ser sentido e não apenas descrito. Ficamos então em boas mãos, não tenham dúvidas. Deleitem-se com a gloriosa Clarice:

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A quem desinteressar possa...

Não sei ao certo sobre o que estou escrevendo, o fato é que preciso arrancar de dentro de mim qualquer porção de sentimento que me deixe mais leve, seja ele ódio ou amor, pena ou compreensão, euforia ou tédio. O sentir demasiado está corroendo minhas estruturas e já nem sei mais distinguir um sentimento do outro, nem o que me faz bem do que me faz mal.

Sinto-me como uma formiga que acaba sucumbindo debaixo de um fardo que parecia tão leve e lhe serviria de alimento por tanto tempo. Morreu por acreditar demais na força que os outros lhe atribuíam e que ela começou a acreditar que de fato tinha. Morreu por não saber seus próprios limites diante de alimento tão convincente. Morreu por não saber dar uma resposta negativa a quem lhe pediu tamanho sacrifício.

Não quero ser forte. Não quero sorrir “quando tudo terminar, quando nada mais restar do meu sonho encantador”*. Quero chorar e só parar quando tiver vontade, mesmo que achem que já chorei o suficiente, e sem medo de decepcionar quem quer que seja. Quero esgotar tudo o que tiver pra esgotar, colocar um ponto final em todas as histórias que já deveriam fazer parte do passado e não fazem porque eu não soube lhes atribuir o devido lugar na prateleira do esquecimento. Quero poder estar renovada e leve para abraçar um futuro com mais coerência, sem tantas ilusões e suas consequentes desilusões.

Quero entender que nasci só e morrerei só. Que minhas alegrias, meus amores, minhas dores, meus aprendizados e decepções só cabem a mim, pois só eu pude sentir a importância de cada momento e afinal de contas eles são meus e de ninguém mais! As decisões, por conseguinte, devem ser minhas, deveriam ser minhas. Deveriam... Quando se está tão confuso como estou agora, os outros acabam tomando essas decisões por mim. Quero retomar as rédeas da minha vida, preciso disso! Mas por onde começar?

Eu queria entender tudo isso... e é por não compreender que estou aqui escrevendo e compartilhando com não sei quem o que talvez não devesse ser compartilhado. A prática parece tão distante da teoria... O desabafo está chegando ao fim e ainda me sinto pesada. Parece-me que minha terapeuta terá muito trabalho esta semana. “Aponta pra fé e rema!”**

*Charles Chaplin
**Marcelo Camelo

terça-feira, 6 de julho de 2010

Divagações pré-balzaquianas...

"E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?" (Renato Russo)


Fiz 27 anos no dia 1º de junho e isso não foi o suficiente para que eu me animasse a atualizar o Blog. Porque embora tudo estivesse indo bem, andava me faltando a danada da intensidade que me inspira e me faz querer explodir nas teclas do computador tudo aquilo que me põe feliz ou triste. Este fim semana, em poucos minutos, como parecem ser todos os grandes momentos da vida, este lampejo de intensidade voltou a mim e ocupou o lugar de onde nunca deveria ter saído. Pois sem ela sou apenas uma pessoa qualquer, sem muito o que dizer, sem grandes opiniões, sofrimentos ou causas a defender.

E eu não vou relatar aqui o motivo desse retorno, não é nada grandioso (pelo contrário)... não valeria à pena. Mas vale, sim, relatar as consequências dele em mim. Sempre que resolve surgir me sinto um pouco mais madura e segura de quem ou do que sou. Reconheço-me em mim mesma, nas minhas fraquezas e nas minhas fortalezas, sem máscaras, nem cartas marcadas, apenas eu. Frágil e forte ao mesmo tempo. Criança e madura. Paciente e estourada. Eu. Apenas eu. E como é bom saber que apesar desses 27 anos que se passaram eu não perdi a minha essência!

Sim, aprendi umas tantas coisas, revisei outros tantos conceitos. Mas quando me deparo encarando de frente a danada da intensidade, um troço que vem não sei de onde me rasga por dentro, e só aí eu percebo que continuo sendo a mesma Carol. Não sei se isso agrada quem está ao meu redor, também, pra ser sincera, não é essa a minha preocupação. Mas é quando isso acontece que os valores que eu carrego dentro de mim parecem reluzir, que eu recordo dos aprendizados mais remotos e em mim aflora um certo temperamento que é imutável ao longo dos anos.

Percebo que nada disso depende de idade ou circunstância, mas cada uma dessas sensações cognitivas é responsável por formar, em virtudes e defeitos, esta que vos fala. E repito: Isso pode agradar a alguns e desagradar a outros. Mas sou eu, apenas eu, capaz de sofrer e ser feliz sem esquecer quem de fato eu sou. E isso não acontece porque sou forte, como acreditam alguns. Acontece por que eu não desisto de mim. Jamais desistirei. É só.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Decifra-me!

Eis a resposta para a luminosidade da minha pele e do meu cabelo, da minha disposição em consertar o que estava errado e aperfeiçoar o que já andava nos eixos, da minha fé no ser humano e no amor mais clichê que possa existir... e por que a canção abaixo já diz tudo o que eu gostaria de ter escrito neste exato momento, não há mais o que ser dito.

O ÚLTIMO ROMANCE
(Los Hermanos / Composição: Rodrigo Amarante)


Eu encontrei quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena

Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar

Ah vai, me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Tempo morto e outros tempos


"Se depender de mim, nunca ficarei plenamente maduro nem nas idéias, nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental" 
(Gilberto Freyre)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Amor ao primeiro beijo


Um desejo.
Uma implosão.
Realidade abstrata,
díspar, empírica.

Um coração inquieto
acelera em descompasso,
sobressaltado.
Melodia desritmada.

De um salto
lábios mornos alcança.
E em outros molhados
Vai explodir.

Outra explosão.
Outro coração.
Outra implosão.
Uma união.

Duas realidades distintas
E um só sofrimento.
Uma só alegria.
Um só amor...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Raio-X de mim...

Sou sossego e euforia. Alegria e melancolia. Presente e nostalgia. Às vezes atracadouro, outras um vôo de asa delta. Às vezes mar bravio, outras lago sereno. Às vezes contradição, outras coerência. Sou paciente, mas nem sempre e nem com todos. Sou inquieta. Prefiro o inusitado, mas gosto da segurança que a rotina proporciona. Não tenho medo de amar, nem de sofrer. Não gosto de sofrer, ninguém gosta. Mas não tenho medo. Não tenho a mesma convicção com dores físicas, não suporto dor de cabeça, dor de garganta, dor de barriga, dor muscular. Sou quase hipocondríaca. Sou forte, mas não tanto como julgam. Gosto de dançar, amo dançar e seria realizada se pudesse ganhar a vida dessa forma, mas não danço bem o suficiente pra isso. Não me importo, continuo dançando.

Não sou do violino, sou da percussão. Sou do Natal e do Carnaval. Sou praia e sol. Não sou campo e chuva, a menos que eu esteja em excelente companhia. Sou de casa e sou do mundo. Sou intensa. Queria ser menos, mas não consigo, não sei ser de outro jeito. Não aprendi... ou não quis aprender... vai saber! Sou intensa, sim, mas tenho meus limites. Não gosto de excessos, pois aprendi desde cedo que tudo em excesso é sobra. Tenho uma trilha sonora para cada momento da minha vida. Sou Maysa e Lady Gaga. Decoro músicas com facilidade. Por falar nisso, amo cantar, mas também não sou boa o suficiente. Não me importo, continuo cantando.

Às vezes sou 220W, outras 110W. Tá... sou confusa, sim, mas quem não é? Costumo ser autoritária, mas sei pedir por favor, com licença e dizer muito obrigada. Tenho muito dos meus pais e sou plenamente consciente disso. Devo 90% do que sou a eles. O resto aprendi com o mundo. Sou ciumenta. Sou eternamente carente e extremamente romântica. Amo bichos de pelúcia, flores e animais de estimação. Adoro estar em companhia dos meus amigos. São poucos, mas os melhores. Sou apaixonada por colo, ritmos, toque e sabores. Quero namorar, noivar, casar e ter filhos. Amo fazer tudo ou nada com meu namorado. Não tenho problema com quase nenhum tipo de comida. Não tenho mesmo... Adoro comer! Tenho risada escandalosa.  Gosto de escrever, amo escrever apesar de não ser boa o suficiente. Não me importo, continuo escrevendo.